Douglas Gordon, Self Portrait of You and Me (Audrey Hepburn) 2010. Burned Print Size framed: 26,9 x 21, 6 x 4 cm.

A SP-Arte 2018, que se realiza todo ano na segunda semana de abril, no Pavilhão da Bienal de São Paulo, promete confirmar o tradicional encontro de agentes do circuito da arte nacional e internacional na cidade. O evento terá a presença de 131 galerias, apresentações solo e espaços curados. Pela terceira vez, haverá um espaço dedicado ao design, com mais de 33 galerias presentes.

A cidade se prepara para aberturas diárias de exposições em galerias, percursos noturnos de visitas guiadas no Gallery Night, lançamentos de livros, seminários e debates em museus.

Já no sábado, 7 de abril, a Galeria ARTE57 abre Quimera, primeira individual da artista Fernanda Feher.

O Instituto Tomie Ohtake organiza uma tarde completa de atividades em torno de Turbulência, com visitas guiadas de Paulo Pasta e Paulo Miyada na exposição de Cecily Brown, conversas com artistas brasileiros e estrangeiros que visitam a cidade especialmente nessa semana e uma performance inédita da artista Bené Fonteles.

No dia 9, às 20h, a Galeria Estação organiza uma visita à exposição de Teodoro Dias, que fala sobre sua carreira, seu processo criativo e suas novas obras, feitas para a exposição em cartaz.

Na terça, 10, a Galeria Nara Roesler abre a exposição León Ferrari: por um mundo sem Inferno, com curadoria de Lisette Lagnado. Na ocasião, a galeria apresenta para o público obras do artista, que passa a formar parte do seu elenco. Como parte da programação, a galeria organiza na quinta feira, 12, uma conferência no MAM, às 19h, com a presença da artista Regina Silveira, Catherine David (Centre Pompidou), a curadora argentina Vitoria Noorthonn (Museu de Arte Moderna da Argentina) e o curador mexicano Pablo León de la Barra.

No mesmo dia, a Galeria Vermelho, apresenta o trabalho de Mauricio Dias & Walter Riedweg, que se dedicam à obra do norte-americano Charles Hovland, mais especificamente com as imagens que o fotógrafo realizou a partir de seus anúncios em jornais nova-iorquinos nos anos 1970 e 1980. Neste projeto, ele convidava pessoas comuns a realizarem suas fantasias sexuais para sua câmera.

Das inúmeras galerias, duas, nascidas em 2017, apresentam-se pela primeira vez na SP-Arte. A Galeria Adelina, do empresário Fábio Luchetti, possui espaço expositivo, de cursos e de ateliês. Ela abre, também na semana, uma exposição do coletivo DOMA. A outra estreante é a Galeria Houssein Jarouche que, segundo seu diretor e fundador, o empresário que dá nome ao investimento, será o primeiro espaço no Brasil dedicado às práticas da Pop Art e suas reverberações na arte contemporânea.

Já a tradicional e habitué galeria baiana Paulo Darzé investe este ano na obra de Rubem Valentim, nascido na Sé, em Salvador.

Seu repertório, de base geométrica, aponta para um sincretismo, tendo em vista que sua família era de origem católica, mas ele se aventurou pelo mundo da Umbanda e do Candomblé. Amigos de Rubem, falecido em 1991, se uniram para criar uma organização com seu nome. O Instituto Rubem Valentim foi inaugurado em 2017, em Brasília, com esforços de Celso Albano, Paulo Darzé, Jonas Bergamim, Carlos Dale e Antônio Almeida e do crítico Frederico de Morais, dentre outros. “Era uma vontade antiga de Rubem. Ele tentou fazer isso nos anos 70, mas não conseguiu”, conta Paulo Darzé.

Fernando Oliva, curador do MASP e um dos participantes da Conferência Ecos do Atlântico Sul, que o Goethe-Institut realiza em Salvador, também em abril, comenta que a obra de Valentim será resgatada pelo MASP, no segundo semestre, pelas referências que estabeleceu com o universo da matriz cultural e visual afro-brasileira, especialmente no que diz respeito à religiosidade. Ele aponta para os objetos, ferramentas de culto, estruturas de altares e símbolos de deuses representados por Valentim.

“Nas obras de Valentim, há uma interpenetração muito sutil e precisa entre a estrutura de base construtiva, a iconografia e o colorido herdados do universo mágico e religioso afro-brasileiro”.

Na segunda edição de Repertório, espaço curado por Jacopo Crivelli Visconti, o objetivo foi encontrar um recorte artístico cronológico focando em trabalhos produzidos durante a década de 1980. Na escolha curatorial, estarão presentes as galerias brasileiras Jaqueline Martins, Almeida e Dale (com Ione Saldanha) e a galeria italiana Contínua.

Durante a feira, será conhecido o vencedor do Prêmio de Residência da SP-Arte cujos finalistas neste ano são: Daniel Jablonski, Janaína Torres Galeria; Daniel Lie, Casa Triângulo; Igor Vidor, Galeria Leme e Luciana Caravello Galeria; Laura Belém, Athena Contemporânea, e Marcelo Cidade, Galeria Vermelho. Em 2018, o programa oferece uma estadia de três meses na Delfina Foundation, uma das principais organizações do gênero, sediada em Londres.

Neste ano, o leitor e o visitante podem pesquisar o elenco de artistas e o conjunto das obras, assim como a programação completa, no site da feira www.sp-arte.com.

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