Brasileiros

“Onde estão Júlio López e Santiago Maldonado?"

Página B - Mundo

Ato reúne milhares de pessoas após um mês e meio sem notícias de Maldonado e homenageia os onze anos sem Júlio López
Felipe Campos Mello
Publicado em: 19/09/2017 - 18:50Alterado em: 27/09/2017 - 19:39
(Foto: Felipe Campos Mello)

Familiares, organizações de direitos humanos e setores da sociedade argentina seguem se mobilizando e exigindo provas convincentes sobre o paradeiro de Santiago Maldonado, 28, visto pela última vez no dia 1º de agosto durante protesto realizado por uma comunidade de índios Mapuche, que reivindicava terras em Chubut, província localizada na Patagônia argentina. Segundo relato de testemunhas o artesão foi agredido e carregado para dentro de um veículo da Gendarmeria, a Força Militar do Governo argentino.

Nesta segunda-feira, 18, um mês e meio passado desde seu desaparecimento, manifestantes se reuniram novamente em frente à Casa Rosada, sede da Presidência da República da Argentina, em Buenos Aires, para pressionar o governo e exigir respostas. Desta vez, porém, o ato também pediu justiça diante de outro caso emblemático da história argentina: os onze anos do desaparecido Jorge Júlio López, militante político.

Durante o regime militar, em 1976, sob o comando do general Miguel Etchecolatz, López foi sequestrado e torturado por militares que o mantiveram preso em um quartel clandestino. Cinco meses depois, quando o militar Jorge Rafael Videla assumiu o cargo, López foi liberado e continuou atuando em frentes da militância política.

Em 2006, cerca de trinta anos depois, o Congresso e o Supremo Tribunal decidiram pela anulação das leis de impunidade, e López declarou-se vítima e testemunha no julgamento dos crimes contra a humanidade cometidos pelo ditador Miguel Etchecolatz.

Mas foi em 18 de setembro deste mesmo ano, um dia antes da condenação de Etchecolatz pelas atrocidades cometidas na época ditadura, que o ex-militante peronista Jorge Julio López, 77, desapareceu e nunca mais foi visto.

Os familiares de López, também presentes, protestaram pela abertura dos chamados arquivos de inteligência do governo, que facilitariam a investigação de seu paradeiro.

Confira o ensaio de fotos de Felipe Campos Mello do protesto: 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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